Resultados da pesquisa Arquivos: dezembro 2009

Tango: Origens da Origem (2ª parte)

by Kenio
Publicado em: 30/12/2009
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Continuando…

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pesquisado em http://africaemnos.com.br/wordpress/?p=921,
em 28/12/2009, escrito por Denise Guerra

TANGO: DANÇA E MÚSICA DE MATRIZ AFRICANA DO BRASIL À ARGENTINA

A música dos afro-brasileiros se fez entoar nos cantos de trabalho dos campos agrícolas, nas igrejas entre canções e instrumentos europeus com a execução de vozes e mãos afro-brasileiras, uma vez que o contingente de mestiços aqui era bem maior do que o de brancos. Nos batuques à porta das senzalas havia as umbigadas já assistidas por brancos como um espetáculo sem precedentes. Nas cidades, por volta de 1870, as coroações dos reis do congo iniciavam os folguedos do carnaval. Viam-se, na mesma época, cativos carregadores do pesado ritmando seus passos com improvisos e toadas. A cidade do Rio de Janeiro era povoada por africanos e afro-brasileiros a executarem toda sorte de serviços; assim o negro nas ruas, escravos ao ganho, trabalhava e entoava pregões. Os barbeiros da cidade montavam inúmeras pequenas bandas musicais e competiam com as bandas militares que, em seu corpo, também tinham negros e mestiços.

Do outro lado do Rio da Prata, o burburinho era muito parecido com o do Brasil, contudo, o sotaque era mesclado entre africanos, espanhóis, nativos e visitantes. O processo político na Argentina foi bastante complicado e diferente do nosso. A independência de Buenos Aires ocorreu em 1810, a “abolição da escravidão” (entre aspas mesmo) ocorreu em 1813, e,de fato em 1860, quando Buenos Aires se uniu a federação Argentina. Houve também inúmeras batalhas internas ao longo do século XIX entre as províncias argentinas, revelando-nos um caso ímpar.

O valor dado ao negro africano escravizado era o mesmo no Brasil e na Argentina, o de “peça”, mercadoria ou material para mão-de-obra. Todavia, parece que o português foi mais receptivo às misturas raciais, até pelo seu interesse de povoar o Brasil. O argentino ao contrário, forçou a invisibilidade dos africanos empurrando-os para as frentes das inúmeras guerras, deixando-os ao sabor de insalubres recantos com a ameaça de violentas pestes assolando o país, e forçando a miscigenação das mulheres viúvas negras, com os imigrantes europeus brancos que chegavam para trabalhar.

Candombe

Todas estas negações produziram resistências sócio-políticas e culturais. A presença afro-argentina fez-se nos Candombes (festas com dança e música de negros), o negro de lá também esteve nas ruas ao ganho cantando seus pregões. Como todo porto da era colonial, os carregadores do pesado foram inevitáveis cantando e ritmando pela cidade com suas cargas; e mais: bandas de músicos (as murgas), comparsas de carnaval, lavadeiras cantando na beira do Rio da Prata, e os famosos bailes de negros.

Neste misto de encontros e desencontros, após o fim da guerra do Paraguai, em 1870, nasce o Tango, palavra com vários significados desde o latim “tocar, tanger” até a origem africana afirmada por Picotti como vocábulo bantu que quer dizer círculo, reunião, baile de negros, tambor. Outra vertente citada por este autor argentino é que a palavra tango seria oriunda do nome Shangô, o Deus iorubano do trovão.

Segundo a história da música o nosso tango foi registrado oficialmente antes do tango argentino, em 1871, por Henrique Alves de Mesquita com o nome de “Olhos matadores”. O tango brasileiro seria descendente direto dos lundus (primeira música afro-brasileira vinda dos batuques), com as habaneiras cubanas e os tangos espanhóis. Os tangos brasileiros foram criados em sua maior parte sem letras, destinados mais para a dança, embora o grande compositor de tangos brasileiros Ernesto Nazareth afirmasse que seus tangos eram músicas para serem ouvidas e não dançadas.

Continua no próximo post…

Tango: Origens da Origem (1ª parte)

by Kenio
Publicado em: 29/12/2009
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Interessante é pouco para falar deste texto. Trago para este blog a informação abaixo, muito bem pesquisada por Denise Guerra e garimpada pelo David Destro na net, membro de nossa escola e participante de nossos estudos. Ótimo achado!

Para desmistificar bastante as origens do tango e, por que não, mostrar ao mundo que ele é tanto brasileiro quanto argentino, no que tange às suas origens. O texto é grande, como sempre; portanto quebro-o em fascículos para tornar mais produtiva a sua leitura.

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pesquisado em http://africaemnos.com.br/wordpress/?p=921,
em 28/12/2009, escrito por Denise Guerra

TANGO: DANÇA E MÚSICA DE MATRIZ AFRICANA DO BRASIL À ARGENTINA

Há diversas histórias sobre a origem e a evolução do tango. Apesar das contradições geradas em torno do assunto, pesquisadores como Picotti e Fernandes são unânimes em dizer que o tango é um produto híbrido de várias culturas, mas, também, que é inegável a contribuição africana na criação do gênero, que tem seu início marcado no Brasil e na Argentina no século XIX.

Para conhecermos como o legado africano foi importante na criação do tango, trago um estudo comparativo nos âmbitos histórico-social e cultural entre Brasil e Argentina, representados pelas cidades do Rio de Janeiro e Buenos Aires, as quais foram capitais culturais e políticas dos referidos países desde os períodos coloniais até os períodos republicanos. Enfatizarei os primórdios do gênero tango de 1870 a 1900, abordando suas características étnicas, musicais, afetivas e coreográficas; bem como, a dialética ocorrida no contexto sócio político de Brasil e Argentina que, pelas práticas escravistas adotadas, foram palco de aculturação especialmente com matrizes africanas.

A interação entre Brasil e Argentina desde o começo do século XVI foi deveras expressiva. Nossas relações diplomáticas começaram com o Brasil exportando mão de obra escrava para a Argentina, passando por trocas nos âmbitos econômicos, sociais, culturais e políticos, até lutarmos lado a lado por ocasião da guerra do Paraguai, ou em lados contrários por causa dos ingleses. As pestes que assolaram a Argentina, como a febre amarela em 1870, também chegaram ao Brasil no mesmo período. No ir e vir dos navios brasileiros e argentinos, produtos, pessoas, idéias, sentimentos e costumes navegavam, amalgamando-se inevitavelmente. Foi exatamente através dos portos de Buenos Aires e do Rio de Janeiro que os grupos étnicos africanos de origem banto, especialmente congo-angolanos, imprimiram suas marcas dando início as culturas afro-argentina e afro-brasileira.

Pesa sobre o Brasil a triste estatística de ter sido um dos primeiros países das Américas a se beneficiar da escravidão e também o último a aboli-la. Os números desta crueldade no Brasil foram de pelo menos 1/3 do total de africanos escravizados nas Américas. O episódio da escravidão na Argentina foi menor em números, todavia, não menos hostil que no Brasil.

A produção cultural dos negros brasileiros, inclusive em função de sua condição servil, foi pouco registrada, pobremente divulgada e apresentada mediante relatos preconceituosos, em geral, referidos pejorativamente pelos visitantes estrangeiros e pelas elites brasileiras como “Batuque de Negros”. No entanto, encontram-se registros impecáveis nas obras do autor Tinhorão sobre as matrizes africanas da música popular brasileira de negros e mestiços. O colonizador logo percebeu que não poderia conter a expressividade dos africanos escravizados, já que para cada atividade exercida havia cantos propiciatórios, batuques e danças, numa espécie de adaptação aos costumes africanos. A interferência das igrejas católicas na vida musical das cidades, a interação sonora dos estrangeiros visitantes e os batuques das senzalas encenavam o caldeamento cultural que estava por vir.

Continua no próximo post…

Benefícios da dança para saúde

by Kenio
Publicado em: 23/12/2009
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fonte: folha ES; 19/12/2009

Dançar faz um bem danado! E não estamos falando de coreografias complexas, mas daquele ato simples e natural de movimentar o corpo de acordo com o ritmo, seja ele qual for. Aliás, nossos antepassados já usavam a dança como instrumento de comunicação com seu semelhante, com a natureza e com o divino. É preciso resgatar os prazeres e a vontade de dançar. Permita-se embalar pelo ritmo da vida, sentindo a pulsação e a respiração, explorando o movimento dos músculos.

Não importa se você tem 8 ou 80 anos, dançar faz bem! Se você busca uma atividade física prazerosa e que renda dividendos a sua saúde, a dança é uma excelente escolha. O melhor é que você pode colher bons frutos durante todas as fases da vida! A dança ainda é capaz de agregar gerações: mães, filhas e avós só têm a ganhar!

Dançar desenvolve

A dança promove não apenas o desenvolvimento físico e a coordenação motora, mas também a socialização e senso de disciplina, especialmente quando praticada desde os primeiros anos de vida. É na infância que meninas a partir dos dois anos de idade começam a dar os primeiros passos. Mas os benefícios podem ser transformados em prejuízos caso a criança não seja orientada corretamente. Algumas vezes, os pais exigem que as crianças se portem como “profissionais”. Se este for o objetivo certamente prejudicará o ritmo do seu desenvolvimento.

Dançar sociabiliza

Integração e diversão são os principais benefícios da dança na adolescência. Afinal, em plena fase de desenvolvimento e potencial físico, a jovem precisa de uma atividade em que ela possa extravasar seu caldeirão de emoções de forma saudável. E a dança é capaz de proporcionar um momento de prazer e liberdade de movimento.

Dançar fortalece

Depois dos 20 anos, manter a boa forma e o estresse bem longe é o desejo da maioria das mulheres que buscam a dança como alternativa para fugir do sedentarismo. Por isso, condicionamento físico e queima calórica são itens levados em conta no momento da decisão.

A dança é uma atividade cardiovascular, que pode proporcionar um gasto calórico entre 350 e 700 calorias por hora de atividade, dependendo da exigência da coreografia e do desempenho do(a) aluno(a).

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