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Levante-se e dance!

by Kenio
Publicado em: 21/08/2011
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Artigo de Fabíola Amaral Honori, Pedro Henrique Berbert de Carvalho. Dança de Salão, AVC e Imagem corporal.

compilado por Kenio Nogueira

Desde o início de sua evolução o homem se comunica, se expressa, se satisfaz, se encanta, se educa, etc, através do movimento e da dança. Antes mesmo de falar ele já dançava. Dentre os vários tipos de dança, a dança de salão é uma atividade,  cuja  complexidade,  pode  se  adaptar às habilidades individuais, é acessível a qualquer sexo e faixa etária, podendo proporcionar situações de experiência máxima.

As principais características da dança de salão podem ser assim resumidas:

- É  uma atividade onde se dança aos pares estabelecendo algum contato entre si, desde a posição fechada até a posição aberta. Na posição fechada o cavalheiro envolve a dama colocando sua mão direita nas costas dela e suporta a mão direita da dama em sua mão esquerda, fazendo com que o casal se coloque frente a frente com pouco ou sem espaço livre entre eles. Na posição aberta o distanciamento do casal é maior e o ponto de contato é uma das mãos do cavalheiro segurando uma das mãos da dama. Independente da posição do casal – fechada, aberta, ou intermediaria – um dança para o outro e com o outro.

- Na dança de salão são utilizadas estruturas de passos variados que desenham o espaço. O casal aborda o espaço de forma variada, harmoniosa, construindo desenhos que dinamizam a visualização da dança.

- Os passos nada mais são que variações do andar associados a giros. O andar rítmico, a postura correta, o ato de carregar o peso do corpo com leveza e os desenhos descritos no espaço, fazem desse andar um descolamento suave e elegante, estético e garboso, altivo e invejável.

- Na dança de salão fala-se em harmonia entre parceiros e entre o movimento e música. A harmonia do casal se no espaço, equilíbrio e expressão. A harmonia entre o movimento e a música se expressa na velocidade comum aos passos e às notas musicais, entre os acentos do movimento e da música, por exemplo, nos “retardando” da música acompanhados de uma movimentação mais contida que desacelera ou nos “pianos” e “fortíssimos” da música representados por peso (leve ou forte) na qualidade do movimento.

- O  deslocamento característico da dança de salão se dá no sentido anti-horário no salão. Desta forma, todos os casais têm a possibilidade de se deslocar sem se chocar com outros e sem interromper a trajetória de outros.

- A dança de salão é uma atividade típica de reuniões sociais.

- Ela pode ser dançada com ou sem técnica e com intuito de entretenimento ou de competição.

O  ensino da dança de salão abrange um conteúdo técnico e um conteúdo referente à etiqueta social.  No conteúdo técnico são abordados temas como postura, condução, percepção rítmica e execução de passos. As etiquetas sociais enfatizadas dizem respeito à atitude individual, de abordagem a uma outra pessoa, e à atitude grupal.

Honori (2007) assegura que o profissional de Dança  de Salão trabalha diretamente com o corpo dos praticantes, interferindo na concepção e na representação que estes têm do próprio corpo. Ressalta-se que a Dança de Salão ensina aos praticantes controlar a ansiedade, conduzir ou, no caso da dama, sentir a condução e também  reconhecer o toque do parceiro, as sensações corporais, o contato.

A Dança de Salão melhora a autoestima, a sociabilização, as relações pessoais, o conhecimento do próprio corpo, a agilidade, a percepção espacial, o lazer, a concentração, a parte motora, o equilíbrio, a parte psicológica e física. Intensifica o respeito entre seres humanos  e o contato com o outro (o toque), diminui o estresse, aproxima os casais, afasta a solidão, a depressão, atenua a timidez e o condicionamento físico. (Reid, 2003)

Fica assim demonstrado, que a dança possibilita o trabalho corporal, que manterá relações com as três dimensões da imagem corporal: fisiológica, social e libidinal. Vemos aí, portanto, a importante relação do movimento humano, da consciência corporal e do autoconhecimento na melhoria dos componentes relacionados com a imagem corporal do indivíduo. Neste caso podemos perceber forte influência da dança na melhoria da autoestima, motivação, relação com os outros indivíduos, da memória e do controle motor.

Schilder (1999) assegura que a construção da imagem corporal se dá fortemente através da relação com o outro, o que constitui a presença e influência do aspecto social sobre a formação da identidade corporal. Segundo Lovo (2006, p. 105) “profissionais que trabalham com o corpo do outro, e que muitas vezes utilizam durante essa intervenção o seu próprio corpo, em uma interação, apresentam quase sempre o conhecimento intuitivo e vivência das questões que envolvem a relação da imagem corporal com as deficiências sensoriais e motoras. No entanto, muitas vezes as referências teóricas poderiam contribuir de maneira significativa para clarear estas questões e possivelmente abrir novas perspectivas de “olhar” para as relações humanas e suas interações”.

 

REFERÊNCIAS

Honori, F. Dança de Salão: instrumento para a qualidade de vida através do conhecimento da autoimagem e da autoestima. Trabalho de conclusão de curso, Faculdade Metodista Granbery, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. 2007.

Lovo, T. M. A. (2006).  Anosognosia: imagem corporal na hemiplegia. Dissertação de Mestrado, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, São Paulo, Brasil.

Schilder, P. (1999).  A imagem do corpo: as energias construtivas da psique. (3a ed.). São Paulo: Martins Fontes.

Reid, B. (2003). Fundamentos de Dança de Salão. Londrina: Midiograf.

A dança de salão e a satisfação pessoal

by Kenio
Publicado em: 07/08/2011
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por Kenio Nogueira

Meus colegas, há vários anos venho me perguntando os reais motivos pelos quais as pessoas dançam. Eis que encontro esse artigo que transcrevo em partes, abaixo, para um melhor entendimento.

Antes de delinearmos respostas simples e mais que objetivas, de “cartas marcadas” ou frases feitas, temos que começar a perceber que nosso mundo é vasto. Este mundo é cheio de possibilidades e estas, derivadas de inúmeras outras.

A dança é uma fuga? Assim como outros vícios? Há quem diga que depois que se pega o “gosto”, não se consegue parar.

Muitos autores defendem uma educação para vida onde deveria haver ênfase tanto às atividades do trabalho quanto às de lazer. O homem é visto como um ser imaginário e não somente intelectual, mas o sistema educacional é voltado para o desenvolvimento do intelecto sem lugar para as emoções. (Volp; Deutsch e Schwartz, 1995) (grifo nosso)

As atitudes compulsivas do tipo “Eu devo”, “Eu tenho”, “Eu deveria” , padrões típicos que são ligados ao trabalho, são glorificados pela cultura como uma grande virtude. Entretanto, o esforço sustentado sob tal compulsão bloqueia todo envolvimento com atividades de lazer  e crescimento criativo. Por isso a necessidade de uma educação que vise trabalho e lazer. O homem necessita desenvolver seus potenciais, sua criatividade e dar vazão à sua curiosidade além de cumprir com seus deveres ocupacionais, familiares e civis. (Volp; Deutsch e Schwartz, 1995) (grifo nosso)

De acordo com a opinião dos sujeitos pesquisados, a dança de salão promove satisfação, pode ser considerada uma atividade de lazer e favorece a sociabilização, fatores fundamentais na formação do indivíduo. (Volp; Deutsch e Schwartz, 1995) (grifo nosso)

Fazer parte de um grupo é uma necessidade do homem.  É  uma forma de identificação e o grupo mais tradicional é a família. Na adolescência, o jovem rompe  (ou começa a romper) seus laços com a família para estabelecer outros de identificação sociável. Não é difícil ver, em um espaço de dança, um rapaz ou uma garota isolados do grupo. Nem sempre por timidez, esta distância pode significar que o grupo ainda não aceitou o novo ente. A dança de salão pode funcionar, nesse caso, como porta de entrada, o espaço transacional que leva o indivíduo de um estado de isolamento ao grupo social. Ou seja, se esse indivíduo começa a dançar com alguém, percorre o salão entre os outros. Passa a dançar com outro alguém, ele, aos poucos, fará parte do grupo e o grupo o integrará. De forma análoga isso pode ocorrer para o adulto. Na relação com parceiros de dança o reajuste ao grupo social pode estar fortemente presente. O saber dançar pode ser a forma de aceite pelo grupo. (Volp; Deutsch e Schwartz, 1995)

Pode ser mais um código, de muitos que existem no mundo, e dos quais o ser humano faz uso para se comunicar e se autocompreender no meio social. Afinal, a linguagem do movimento é uma das mais antigas do atual Universo em evolução.

Por que não dançar, então?!

REFERÊNCIA

Volp, C. M., Deutsch, S., Schwartz, G. M. Por que Dançar? Um Estudo Comparativo. Motriz , Vol. 1, pp. 52-58, Jun.1995.

Dicas para DJ de Dança de Salão

by Kenio
Publicado em: 07/08/2011
Categorias: Bailes, Dança de Salão
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Olá novamente! :)

Depois de algum tempo meio fora do ar, estamos de volta. Muito trabalho e bastante responsabilidades nos exigiram maior tempo nos últimos meses. Vamos embora então…

Um dos assuntos que mais geram discussões e polêmicas no mundo da dança de salão são as músicas. Não poderia deixar de ser, uma vez que são mesmo as músicas que movimentam a dança no salão de baile. Lemos no jornal uma matéria muito interessante que fala de “Dicas para DJ”. Resolvemos aproveitar, porque ela dá dicas para DJ’s de uma maneira geral e essas dicas tem tudo a ver com os bailes de dança de salão e com os DJ’s de dança de salão.

Segue a matéria, citada a fonte no final deste post.

“Como fazer qualquer festa bombar, um som que todo mundo gosta numa festa depende muito da sensibilidade do DJ. Mas algumas dicas técnicas podem ajudar a manter o público animado. Para se manter no mercado, o DJ precisa ter muito poder de comando das picapes. Isso é adquirido com o tempo de experiência na profissão, muita sensibilidade e técnica. Essas características são importantes para fazer uma festa bombar. E para garantir o sucesso da sua festa, siga essas cinco dicas:

01 – Nada de tocar músicas extensas. O bom é tocar no máximo dois ou três minutinhos de cada música. Os sons longos podem entediar as pessoas. Mas também não dá para fazer a passagem de uma música para a outra muito rápida, pois assim, o público vai se irritar. É importante sentir o ritmo dos dançantes. Claro que, se as pessoas estiverem muito empolgadas com a música, você pode prolongá-la um pouco mais.

02 – Não confunda o público, toque ao menos quatro músicas de um mesmo estilo. Caso contrário, as pessoas não saberão o que poderá vir com a próxima música. Além disso, alguns podem achar chato, já que não terá tempo das pessoas assimilarem e sentirem o ritmo.

03 – No início da sua performance, dê preferência a duas músicas mais lentas. Se também for início de festa, as pessoas vão estar recém chegando, menos entrosadas. Nesse sentido, o ritmo mais lento da música vai combinar com a ocasião. Aos poucos, escolha músicas mais velozes. Porém, de jeito algum, volte a tocar uma música lenta, porque senão o pessoal vai desanimar e ir embora.

04 – É importante ter um estilo e mostrá-lo. Por isso, toque o seu estilo e permaneça nele o máximo que você puder, caso perceba que as pessoas estão gostando. É bem provável que, quem estiver na pista de dança goste, ou se acostume, uma vez que o ser humano se acostuma fácil com a repetição sonora.

05 – Não faça o que você não sabe. A melhor forma de fazer experiências, com certeza, não é durante a festa. Caso mixar na batida ainda não seja o seu forte, não tente, senão as pessoas vão se irritar com duas músicas que não combinam. Uma opção é usar o fade out, ou echo out ou até locução no microfone. Além disso, tenha em mente uma lista com as próximas cinco músicas que você vai tocar na sequência. Assim, seu set estará mais seguro para os imprevistos. Caso alguém peça uma música, não toque ela de imediato, dê uma segurada e toque a música apenas se tiver relação com o som que você está apresentando.” (fonte: VibeNews. nº 97, ano 05. Julho/2011)

 

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