Resultados da pesquisa Categoria: Bailes

Workshops de Dança (West Coast Swing) dia 20/05 a partir das 14h30

by Kenio Nogueira
Publicado em: 14/05/2012
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Músicas de escola x músicas de bailes

by Kenio Nogueira
Publicado em: 24/09/2011
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Por Kenio Nogueira
em 24/09/2011 às 19:35

 

 

Ah! O baile de danças de salão…

:)

Pois é… qual a diferença entre as músicas que tocam nos bailes de danças de salão e as que tocam nas aulas (nas escolas e academias)?

Por incrível que pareça, hoje em dia, está cada vez mais difícil de se encontrar esta diferença, infelizmente. Deveria existir! Pois quando as gafieiras começaram e depois no seu auge, tinham uma sonoridade peculiar. Sonoridade que, por si só, era um convite à dança.

Tive a oportunidade de estudar um pouco do histórico das danças de salão no Brasil, e atualmente estou envolvido numa pesquisa que resultará num outro trabalho, contendo o assunto. Em breve, quero eu, até o final deste ano ele estará no ar…

O centro da questão é o seguinte: nos dias atuais, com a proliferação das escolas oferecendo cursos de dança de salão e a escassez dos bailes de dança de salão (em comparação com a quantidade que aconteciam antes da década de 1970) nos locais apropriados (gafieiras e salões de baile) perdeu-se em qualidade musical.

Por favor, entendam como qualidade musical em relação à sonoridade das músicas e não à sua composição, interpretação, etc. Quando se fala em música para dançar, não é o mesmo que música para escutar. TEMOS QUE TER RESPEITO às diferenças musicais neste sentido.  Diferenças essas que deveriam ser reconhecidas, primeiramente, por quem trabalha com isso; depois, a ser passada aos iniciantes. É de responsabilidade dos profissionais que trabalham com danças de salão fazer o aprendiz compreender esta diferença e, o mais importante, colocá-lo em contato o mais cedo possível para “gingar” o corpo.

Sim, a dança de salão, diferente do ballet clássico, do contemporâneo e outras modalidades, requer uma “coisinha” que dificilmente o professor e/ou a escola vai ensinar de forma técnica: o gingado. Razão esta de ouvir do próprio João Carlos Ramos a expressão: “Dança de academia é uma dança sem gingado“.

Sim, os professores ficam contentes, porque os aprendizes estão dançando. Os aprendizes estão contentes, porque aprenderam a dançar. E tudo fica ilusoriamente bem. Mas…

Eis que falta alguma coisa que ninguém sabe o que é. O nebuloso gingado. Não é rebolar. Não é mexer o corpo… é gingado. É como antigamente, na década de 20 ou  30, perguntavam, o que era swing(?) e a resposta era: é “swing”. Dando até origem ao termo depois, brasileiro: “fulando dança com suingue”.

Vou colocar aqui um exemplo, bem simples, para que saibam do que estou falando:

Música: Telecoteco (Murilo Caldas e Marino Pinto: 1942)

1. Interpretada pela Isaura Garcia (original), 1942

2. Interpretada pela Paula Morelenbaum, 2009


3. Interpretada pelo grupo Gafieira na Casa, 2010

Agora me diz você: qual foi a versão que lhe deu mais vontade de dançar, hein?!

Pronto, a que tem mais sonoridade é a que junta instrumentos de percussão, metais (trompete, corneta e saxofone, em alguns casos), cordas e voz, claro. E se for um samba sincopado… melhor ainda! A salsa tem isso. O verdadeiro samba de gafieira tem isso. O verdadeiro tango orquestrado, tem lá a sua sonoridade extraída dos instrumentos necessários (sem esquecer o bandoneon).

Então, aos DJ’s que estão iniciando carreira, procurem fazer bailes de dança de salão de verdade, com o resgate da sonoridade dos bailes de dança de salão. Mas sem perder o som da modernidade, claro.

Aos professores e escolas de dança, vamos contribuir com o crescimento deste evento social cada vez mais, ensinando da forma correta. Na escola, no ambiente de  aprendizado, se tocam músicas didáticas, para o aluno ouvir a marcação correta e ir se harmonizando com as músicas. Mas também, não tenhamos “medo” de colocá-lo numa situação que lhe tire da “zona de conforto”, porque faz parte da evolução de sua dança.

Clica no link e faça o download da música Teleco Teco, na versão da banda Gafieira na Casa, gravada no estúdio (mas com a sonoridade de baile).

KENIO NOGUEIRA
Kenio Nogueira é professor de danças de salão, coreógrafo e produtor cultural. E… engenheiro químico, administrador, diretor, tesoureiro, escritor, blogueiro… aqui a gente faz tudo. Se alguém quiser ajudar, é só entrar em contato!

 

 

Dicas para DJ de Dança de Salão

by Kenio Nogueira
Publicado em: 07/08/2011
Categorias: Bailes, Dança de Salão
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Olá novamente! :)

Depois de algum tempo meio fora do ar, estamos de volta. Muito trabalho e bastante responsabilidades nos exigiram maior tempo nos últimos meses. Vamos embora então…

Um dos assuntos que mais geram discussões e polêmicas no mundo da dança de salão são as músicas. Não poderia deixar de ser, uma vez que são mesmo as músicas que movimentam a dança no salão de baile. Lemos no jornal uma matéria muito interessante que fala de “Dicas para DJ”. Resolvemos aproveitar, porque ela dá dicas para DJ’s de uma maneira geral e essas dicas tem tudo a ver com os bailes de dança de salão e com os DJ’s de dança de salão.

Segue a matéria, citada a fonte no final deste post.

“Como fazer qualquer festa bombar, um som que todo mundo gosta numa festa depende muito da sensibilidade do DJ. Mas algumas dicas técnicas podem ajudar a manter o público animado. Para se manter no mercado, o DJ precisa ter muito poder de comando das picapes. Isso é adquirido com o tempo de experiência na profissão, muita sensibilidade e técnica. Essas características são importantes para fazer uma festa bombar. E para garantir o sucesso da sua festa, siga essas cinco dicas:

01 – Nada de tocar músicas extensas. O bom é tocar no máximo dois ou três minutinhos de cada música. Os sons longos podem entediar as pessoas. Mas também não dá para fazer a passagem de uma música para a outra muito rápida, pois assim, o público vai se irritar. É importante sentir o ritmo dos dançantes. Claro que, se as pessoas estiverem muito empolgadas com a música, você pode prolongá-la um pouco mais.

02 – Não confunda o público, toque ao menos quatro músicas de um mesmo estilo. Caso contrário, as pessoas não saberão o que poderá vir com a próxima música. Além disso, alguns podem achar chato, já que não terá tempo das pessoas assimilarem e sentirem o ritmo.

03 – No início da sua performance, dê preferência a duas músicas mais lentas. Se também for início de festa, as pessoas vão estar recém chegando, menos entrosadas. Nesse sentido, o ritmo mais lento da música vai combinar com a ocasião. Aos poucos, escolha músicas mais velozes. Porém, de jeito algum, volte a tocar uma música lenta, porque senão o pessoal vai desanimar e ir embora.

04 – É importante ter um estilo e mostrá-lo. Por isso, toque o seu estilo e permaneça nele o máximo que você puder, caso perceba que as pessoas estão gostando. É bem provável que, quem estiver na pista de dança goste, ou se acostume, uma vez que o ser humano se acostuma fácil com a repetição sonora.

05 – Não faça o que você não sabe. A melhor forma de fazer experiências, com certeza, não é durante a festa. Caso mixar na batida ainda não seja o seu forte, não tente, senão as pessoas vão se irritar com duas músicas que não combinam. Uma opção é usar o fade out, ou echo out ou até locução no microfone. Além disso, tenha em mente uma lista com as próximas cinco músicas que você vai tocar na sequência. Assim, seu set estará mais seguro para os imprevistos. Caso alguém peça uma música, não toque ela de imediato, dê uma segurada e toque a música apenas se tiver relação com o som que você está apresentando.” (fonte: VibeNews. nº 97, ano 05. Julho/2011)

 

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