Olá queridos companheiros de dança e leitura
Continuando nosso post anterior, sobre o WCS, vamos agora informar um pouco mais sobre a elasticidade da dança.
Plástica x elasticidade no WCS
No post anterior falamos sobre o “barato” que é quando a dama, no seu conhecimento e prática na dança, proporciona aquela “pegada” que damos o nome de “âncora”. Justamente, porque é nesta pegada que vamos ter a sensação de que estamos produzindo nela um movimento elástico, onde os braços de conexão de ambos os dançarinos vão sentir - naturalmente – uma tensão mais acentuada. E nesta tensão há a sensação, para quem assiste, de que há um movimento elástico em meio a tudo isso. E há.
Aliado a tudo aquilo, a constância em a dama ir de um lado para outro na sua linha de dança e, o equilíbrio entre velocidade e força que este movimento implica, ficamos com aquela sensação de “suspense” na dança, como se a todo momento fôssemos soltar ou cair. Não, não vamos… é apenas sensação. Claro, não conseguimos isso imediatamente. Isso leva um tempo para ser percebido e mais ainda para se tornar prático. Temos que ir além do simples puxar, como muitos iniciantes fazem. Sim, pois é mais fácil. É um ajuste de forças interno e não oferecido pelo puxar ou empurrar somente. Como eu falei no post anterior, é uma âncora; portanto, para baixo e para o horizonte, o que resulta numa conjunção da força no sentido de produzir o elástico.

Por isso que o piso, ou melhor, a qualidade do piso influi decisivamente para uma boa dança no WCS. Para todas as danças, na verdade, mas aqui influi bem mais. Sem falar nos sapatos… é um assunto à parte, mas que deve ser levado em consideração sim. E muito! Por isso que a dança fica sensual… porque obrigatoriamente produz-se também um deslizar contra o chão e não se pisa, mas só desliza.
Liberdade para as Damas
Uma característica muito particular do WCS é a liberdade com que as damas dançam. Já começa na concepção particular do abraço. Ele não existe em sim, permanecendo apenas uma conexão entre as duas mãos dos dançarinos. Talvez um meio termo entre uma dança de casal (permitindo o abraço) e uma dança individual. Esta característica do WCS dá à dama a possibilidade de deixar sua dança mais independente da dança do cavalheiro. Mas não vão pensar que, por causa disso, é uma dança sem regras e cada um faz o que quer. Muito pelo contrário. Devido à esta característica mais livre, as “regras” são maiores e mais rígidas. O respeito aos tempos de saída do cavalheiro, pela dama, são muito mais cobrados e exigidos na dança. Ou seja, ela não sai de sua âncora, enquanto o cavalheiro não oferecer o movimento para ela. Daí advém as síncopas que ela pode fazer, aproveitando este tempo do cavalheiro, ou melhor, o tempo que ele deu. E, nessas síncopas ele próprio cria, junto com ela, várias possibilidades.
Um bom exemplo é este: se uma dama está num baile, e ela é mais experiente, e vai dançar com um cavalheiro iniciante e este só sabe o “sugar push” (é o nome de um passo, bem básico) ela pode incrementar sozinha mais de 10 variações deste passo, sem necessitar que ele saiba mais do que este passo. Isso, por si só, é uma alteração muito grande nos padrões da dança de salão e, talvez por isso, eles não considerem lá, nos Estados Unidos, uma dança de salão, mas apenas uma dança social. Aqui no Brasil, não temos determinação definida ainda.
Exemplo de um piso nas condições ideais para dançar WCS
O ensino do WCS
Este fica para o próximo post…




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