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Calorias na dança

by Kenio Nogueira
Publicado em: 12/07/2010
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por Kenio Nogueira

:) Olá dançarinos(as)! :)

Um dos grandes problemas que encontramos constantemente na dança são informações imprecisas ou sem respaldo científico para torná-las úteis.

Sim, um grande exemplo disso são revistas de moda ou de saúde que, sem compromisso real com a saúde de seus leitores, divulgam que: “este ritmo  faz você perder 300 kcal”, “este outro ritmo queima 500 kcal” e assim por diante.

Ora, com nosso conhecimento podemos afirmar que não existem pesquisas ou dados científicos confiáveis, testados e consolidados que digam precisamente que, p. ex., uma aula de samba de gafieira gasta 300 kcal, como todos já vimos por aí. Embora nós mesmos tenhamos já colocado aqui neste blog, em outros posts, informações desta natureza, citando a devida fonte de onde foi transcrito, gostaríamos de deixar claro que não se trata de uma informação científica. Possui sim seu valor aproximado, mas não é uma questão definitiva, aliás, como nada nesta vida é…

A verdade é que cada corpo, cada idade, sexo e IMC (índice de massa corporal) tem um gasto calórico diferente. Ou seja, para cada pessoa o gasto calórico será diferente, porque cada um tem uma variável diferenciada. Cada um tem um peso, um sexo, IMC diferente, etc.

Não é regra geral, mas em média funciona assim:

  • indivíduos do sexo masculino tem mais facilidade para reduzir peso;
  • indivíduos com menos idade também tem mais facilidade;
  • indivíduos com IMC maior que o normal reduzem peso mais rápido e, à medida que se vai chegando perto da normalidade a velocidade diminui.

Enfim, a dança é uma excelente atividade física para se reduzir peso e/ou gastar algumas calorias que precisam ser eliminadas. No entanto deve-se, como tudo, fazer com cautela e sob supervisão de seu médico ou nutricionista. É uma atividade de baixo/médio impacto e que deve ser tratada de formas específicas, de acordo com o objetivo a ser alcançado:

  • a dança pode ser entretenimento;
  • a dança pode ser atividade física;
  • a dança pode ser expressão artística (produção cultural)

A dança como entretenimento não possui contra-indicações.

A dança como atividade física deve ser acompanhada por profissionais da área específica, de preferência uma equipe multidisciplinar.

A dança como expressão artística deve ser envolvida num teor técnico condizente. Deve também ser fruto de muita pesquisa.

Em nossas aulas, p. ex., procuramos administrar o 1º e o 3º aspectos, entretenimento e arte. Um pouquinho de cada, para respeitar o aluno e seus anseios.

E por fim, estamos preparando uma pesquisa séria, que seja reconhecida no meio científico, a respeito daqueles valores arbitrários do gasto calórico em cada dança. Assim, pretendemos fornecer um respaldo mais preciso e fundamentado em métodos reconhecidos pela comunidade acadêmica, dos reais gastos calóricos (para uma população característica) em cada gênero musical dançado. Inicialmente não poderemos realizar para todos, mas já é um início…

Aguardemos por novas informações!

Perca calorias dançando

by Kenio Nogueira
Publicado em: 12/04/2010
Comentários: Nenhum Comentário
fonte: Revista Zero, edição fev/2010
Por Juliana Bellegard

Olá Gente boa!!! Mais uma matéria interessante que encontramos… segue logo abaixo. :o

Confesse: você já teve, sim, aquela vontade de aprender a dançar, só para rodopiar por aí como em uma cena de filme.

Os reality shows e as competições entre celebridades colocaram a dança de salão na boca do povo novamente. E a notícia boa é que ela não é só uma diversão, mas pode, também, ser um ótimo recurso para te ajudar a perder aqueles quilinhos extra. Ao contrário do que muitas podem pensar, dançar queima calorias.

Os diversos ritmos, que vão desde o tradicional tango até o caliente zouk, possibilitam que você se exercite, trabalhando postura, bumbum, pernas, além de te ajudar a ficar com aquela postura impecável de bailarina, com tudo no lugar. Para quebrar a monotonia da musculação, você pode alternar a academia com as aulas de dança. Assim, seu pique para fazer as duas atividades vai continuar sempre lá em cima.

Já tem muita mulher aderindo a esta tendência, deixando para trás o preconceito de que dança de salão é coisa só para gente velha. A publicitária Juliana Rodriguez, 25 anos, fazia aulas de jazz e sapateado na adolescência, e agora optou pelos ritmos de salão, pois não queria abrir mão da dança. “Além de aprender novos ritmos, ainda tive o incentivo de fazer aula na companhia de mais dois casais de amigos”, conta ela. Diversão garantida!

O portal Dança de Salão (www.dancadesalao.com) reúne em um só lugar informações como endereço das academias, agenda de bailes, fotos, dicas de filmes e livros e muito mais

Perca calorias, ganhe auto-estima

Uma das grandes vantagens de praticar a dança de salão é que ela não possui contraindicações, podendo ser feita por pessoas de todas as idades. Claro, não se pode esquecer que, como em qualquer outro exercício, é preciso ter um acompanhamento médico, ficar atenta a problemas de coluna e articulação, e caprichar sempre no aquecimento e nos alongamentos antes e depois das aulas.

Dançando, seja em um ritmo moderado ou mais acelerado, você consegue fortalecer sua musculatura corporal de forma natural, melhorando seu condicionamento físico e cardiorrespiratório. Outra grande vantagem física é o desenvolvimento de sua percepção espacial, coordenação motora e um aumento gradual da flexibilidade. A dança de salão ajuda a evitar alguns problemas que podem surgir com a idade, como fadiga, doenças articulares e circulatórias.

Mas não pense que para por aí, não. Deixando de lado a parte física, a dança ainda é vista por muitos como uma forma de vencer a timidez e facilitar sua integração social. O professor e bailarino Carlinhos de Jesus resume tudo: “não tem remédio melhor para o físico e emocional, a dança é desestressante e uma excelente terapia”. Embora haja um certo constrangimento no início, comum a quem aprende algo novo, com algumas aulas você já vai perceber que fica mais solta e desinibida.

Durante a aula, você tem a oportunidade de conhecer pessoas novas, trocar experiências e se descontrair. A atenção nos passos e na coreografia faz com que você tire sua cabeça dos problemas do dia a dia e fique focada na música e no seu corpo. É um superantídoto para o estresse e o mau humor. Afinal, quem consegue ficar de cara fechada depois de uma hora bailando sem parar?

Maria Luísa Ribeiro tem 31 anos e já faz aula há um ano, por sugestão de uma amiga do escritório em que trabalha. “Fiquei com vergonha de chegar à aula sozinha, mas a turma e o professor foram bastante receptivos e gentis. Como todos estão aprendendo, você não tem medo de errar”, conta a advogada que, em pouco tempo, já arriscava tirar seus colegas para dançar. Para enxugar as gordurinhas, ela decidiu aliar a dança às caminhadas diárias.

Par ou Ímpar?

Você pode fazer como a estudante Júlia Migliacci e convidar o gato para aprender a dançar também. Ela estava decidida a fazer bonito no casamento de sua irmã, insistiu um pouco e conseguiu convencer seu namorado, José Eduardo, a se matricular com ela nas aulas. “Depois de pegar o jeitinho dos passos, foi muito gostoso. Eu senti que nós criamos uma intimidade diferente”, conta ela.

A dança de salão exige uma cumplicidade entre os parceiros, e faz com que vocês estejam em sintonia. É uma boa maneira de descontrair e se divertir a dois, além de apimentar a relação. Já pensou em se produzir, colocar aquele salto alto e dançar um samba de gafieira com ele, cheia de segundas intenções? A cumplicidade de vocês na pista pode facilmente passar para o quarto!

Se você não tem par, não precisa se inibir. As turmas são organizadas de modo que haja o mesmo número de homens e mulheres. É essencial a formação de um casal, pois as coreogra as exigem passos diferentes para cada sexo. “Temos a equipe para fazer a parte prática, que pode repor os pares que faltam”, explica a professora e dançarina Sheila Aquino.

As aulas normalmente têm duração de uma hora, na qual o professor passa alguns passos básicos para os alunos, aos pares, aprenderem. Conforme a turma começa a dominar estes primeiros movimentos, a coreografia começa a se intensificar. Os ritmos são variados para que todos consigam pegar o jeito dos diversos estilos. Quem prefere fazer aulas com um professor particular pode optar por escolher quais ritmos gosta mais.

Um detalhe importantíssimo é a escolha da roupa. Não é preciso usar aqueles figurinos que você vê em filmes, pois eles são apenas para apresentações e competições. O essencial é que a roupa seja confortável e leve, sem prender seus movimentos. Muita atenção aos sapatos: estes, sim, devem ser próprios para a dança de salão, pois a sola certa permite que a mulher realize todos os passos com mais facilidade. E, claro, salto. Não precisa ser enorme, para não causar nenhuma lesão, mas faz toda a diferença na elegância e na postura de quem dança.

O que é o quê?

Os ritmos mais comuns nas academias

Samba-Rock – Ritmo brasileiríssimo, surgiu na década de 1970. As músicas são conhecidas e a coreografia é intensa, com passos bem-marcados e giros velozes. Apesar da aparente dificuldade, você se acostuma com a batida facilmente e memoriza os passos rapidinho. Gasto calórico médio (por hora de aula): 600 kcal.

Salsa – Nascida em Cuba, a salsa sofreu influência de outros ritmos caribenhos e até africanos. É um dos ritmos mais puxados por ser uma dança agitada e bastante aeróbica, movimentando braços e pernas. Mesmo assim, o ritmo latino é fácil de aprender, com uma combinação de passos básicos. Gasto calórico médio (por hora de aula): 600 kcal.

Soltinho – Este estilo, também chamado de swing ou rock soltinho, é uma mistura de diversos ritmos. A coreografia normalmente é elaborada, requer movimentos rápidos de braço e pernas e exige um esforço moderado. A versatilidade é a característica principal do soltinho. Gasto calórico médio (por hora de aula): 550 kcal.

Zouk – Dança surgida nas ilhas caribenhas de colonização francesa, chegou ao Brasil como um ritmo semelhante à lambada. Os passos, um pouco mais lentos, acompanham a batida das músicas. Os movimentos sensuais exercitam as pernas e o abdome. Gasto calórico médio (por hora de aula): 550 kcal.

Samba de Gafieira – Uma ginga bem brasileira, com uma pitada de malandragem. Este é o samba de gafieira, ritmo que exige um pouco mais de flexibilidade dos dançarinos. As coreografias trabalham muito as pernas e o abdome, necessário na hora do rebolado caprichado. Gasto calórico médio (por hora de aula): 500 kcal.

Forró – Apesar de já ser um ritmo popular desde 1950, o estilo se popularizou na década de 90, quando o forró universitário caiu no gosto dos jovens. Além de gostoso e fácil de dançar, o forró também é mais livre, você pode até arriscar um improviso de vez em quando. Exige um esforço moderado e trabalha todo o corpo. Gasto calórico médio (por hora de aula): 500 kcal.

Tango – Estilo típico argentino, tem as coreografias um pouco mais elaboradas. Elegância, sensualidade, expressão corporal e postura impecável são essenciais no tango. Memorizar os passos exige atenção e coordenação motora. Gasto calórico médio (por hora de aula): 450 kcal.

Bolero – Ritmo mais lento, de raízes espanholas, também é um dos mais fáceis de aprender. A coreografia é marcada e cuidadosa, mostrando todo o romantismo das canções. Os passos repetidos ajudam a trabalhar as pernas, e o baixo impacto dos movimentos não força as articulações. Gasto calórico médio (por hora de aula): 450 kcal.

Benefícios da dança para saúde

by Kenio Nogueira
Publicado em: 23/12/2009
Comentários: 1 Comentário
fonte: folha ES; 19/12/2009

Dançar faz um bem danado! E não estamos falando de coreografias complexas, mas daquele ato simples e natural de movimentar o corpo de acordo com o ritmo, seja ele qual for. Aliás, nossos antepassados já usavam a dança como instrumento de comunicação com seu semelhante, com a natureza e com o divino. É preciso resgatar os prazeres e a vontade de dançar. Permita-se embalar pelo ritmo da vida, sentindo a pulsação e a respiração, explorando o movimento dos músculos.

Não importa se você tem 8 ou 80 anos, dançar faz bem! Se você busca uma atividade física prazerosa e que renda dividendos a sua saúde, a dança é uma excelente escolha. O melhor é que você pode colher bons frutos durante todas as fases da vida! A dança ainda é capaz de agregar gerações: mães, filhas e avós só têm a ganhar!

Dançar desenvolve

A dança promove não apenas o desenvolvimento físico e a coordenação motora, mas também a socialização e senso de disciplina, especialmente quando praticada desde os primeiros anos de vida. É na infância que meninas a partir dos dois anos de idade começam a dar os primeiros passos. Mas os benefícios podem ser transformados em prejuízos caso a criança não seja orientada corretamente. Algumas vezes, os pais exigem que as crianças se portem como “profissionais”. Se este for o objetivo certamente prejudicará o ritmo do seu desenvolvimento.

Dançar sociabiliza

Integração e diversão são os principais benefícios da dança na adolescência. Afinal, em plena fase de desenvolvimento e potencial físico, a jovem precisa de uma atividade em que ela possa extravasar seu caldeirão de emoções de forma saudável. E a dança é capaz de proporcionar um momento de prazer e liberdade de movimento.

Dançar fortalece

Depois dos 20 anos, manter a boa forma e o estresse bem longe é o desejo da maioria das mulheres que buscam a dança como alternativa para fugir do sedentarismo. Por isso, condicionamento físico e queima calórica são itens levados em conta no momento da decisão.

A dança é uma atividade cardiovascular, que pode proporcionar um gasto calórico entre 350 e 700 calorias por hora de atividade, dependendo da exigência da coreografia e do desempenho do(a) aluno(a).

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