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Resultados da pesquisa Tag: comportamento

República das bananas

by Kenio
Publicado em: 02/10/2011
Categorias: Dança
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Por Valeska Lucchi
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transcrito por Kenio Nogueira
em 02/10/2011 às 18:00

 

 

 

 

Esse ponto de vista foi publicado originalmente em julho/2008, na revista Dança Brasil; mas é ainda bem atual. Os créditos vão para Valeska Lucchi. O crédito é todo dela, estou apenas transcrevendo.

“Para tudo que eu quero descer!

É impressão minha ou ultimamente estão transformando as platéias dos teatros em verdadeiras arquibancadas de estádios de futebol? Pelo amor de Deus, alguém já explicou a essas pessoas o significado de um teatro?

O teatro e/ou as arenas culturais são de criação Grega, na Antiguidade, e para os gregos tal atividade tinha significado religioso, era o momento de elevação espiritual onde o artista conseguia alcançar as divindades através da comédia, do drama ou das danças. Mas era para poucos, pois somente algumas pessoas seriam capazes de atingir com tamanha sutileza tais Deuses e com isso tocar a platéia que emocionada, com um sentimento elevado, se expressava através de sons contínuos sem quebrar o delicado equilíbrio entre Deuses e artistas. A arte é sublime e poucos entendem seu verdadeiro objetivo.

Portanto, nesta República, pessoas que nunca se interessam por história principalmente a respeito da própria arte que praticam ou lugares que frequentam deveriam tomar mais cuidado ao sentar-se numa platéia para assistir à um espetáculo de arte e lembrar que estão num templo sagrado onde todos, inclusive diretores, coreógrafos, equipe técnica e bailarinos devem ter sobriedade para alcançar tal estado de espírito. A arte não nos pertence.

A arte é uma religião, a dança mostra com o corpo o que palavras poderiam dizer. Uivos, gritos, berros é histeria e lugar de histéricos é nos hospitais psiquiátricos.

Sempre é bom lembrar que os alunos se espelham em seus mestres!”

VALESKA LUCCHI
Valeska Lucchi é bailarina, coreógrafa e diretora artística.

Evite um baile engarrafado

by Kenio
Publicado em: 11/04/2010
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fonte: dancadesalao.com
Por Stella Aguiar

:)  Olá gente!

Dia 17 de abril >>> Baile da AJODS na Soc. Palmeiras.

Rua Jaruaguá nº 725 a partir das 21h. E para complementar esta notícia, falamos a respeito de bailes e como se comportar neles, para que a diversão de todos seja a mais perfeita possível. Esta matéria foi escrita há alguns anos pela proprietária da escola Stella Aguiar, uma das referências da dança de salão no Brasil da atualidade.

Segue a matéria completa! :)

Para nós, os amantes da dança de salão, o que nos faz feliz é: um bom parceiro, boa música e uma boa pista de dança. Mas o que torna um pedaço de chão uma boa pista de dança? A resposta: Respeito, cuidado e conhecimento. E isto anda tão raro em nossos bailes!!

Uma das publicações mais conceituadas na área de Dança de Salão – o Jornal Dance, deu início a uma série de matérias sobre sugestões de como criar boas pistas de dança em nossos salões de baile. Segue um resumos destas matérias, inclusive de uma escrita por mim.

As causas do Baile Engarrafado

Falta de informação: Algumas pessoas, principalmente as que não passaram por escolas de dança, não sabem que um salão deve rodar no sentido anti horário, assim dançam paradas no lugar sem permitir a evolução da dança de outros casais. Lembramos que beber, fumar ou conversar na pista de dança também é proibido.

Conhecer as regras mas não conseguir cumpri-las: Normalmente aplicado a alunos iniciantes, este é o caso mais simples, a ser resolvido com um pouco mais de treino, segurança e domínio da dança e condução. Abaixo dou algumas dicas de exercícios que desenvolvem estes elementos.

Conhecer as regras e fazer questão de não colaborar: Egocentrismo e falta de espírito de equipe. Aqui só apelando para o bom-senso e muita paciência e buscando transmitir a estas pessoas que o sentido de harmonia que existe entre um casal, deve também se estender à pista de dança. Em casos extremos deveríamos contar com o auxílio dos Djs das casas noturnas solicitando que as pessoas não fiquem paradas na pista.

Os “showzinhos de pista”: Além de atrapalhar o desenvolvimento da dança, tornam-se perigosos aos companheiros de baile, pois normalmente vem acompanhados de passos aéreos que fatalmente incorrerão em encontrões, chutes, tapas e atropelamentos. Conforme nossa colega Carla Salvagni “Basta dar oportunidade de subir no palco algumas vezes, que eles afogam sua vaidade transbordante e ficam mansinhos, mansinhos”

MAS O QUE PODEMOS FAZER…

OS PROFESSORES:

Um baile, principalmente os primeiros de nossas vidas mostram uma realidade bem diferente da sala de aula: menos espaço, novos parceiros, casais parados no meio da pista ou dando um “show” na hora errada e a vergonha do ser observado. Buscando diminuir este choque os profissionais podem incluir em sua didática alguns exercício preparatórios, seguem algumas sugestões que utilizo em minhas aulas:

“A pista encolheu” – No final de algumas aulas reduzimos a pista de dança para 1/4 de seu tamanho original e pedimos para que os alunos dancem todos os passos aprendidos, tendo o cuidado de rodar o salão e não esbarrar nos colegas.

“Núcleo proibido” – Fechamos o centro da sala com cadeiras impedindo que os alunos “cortem” a pista pelo centro. Isto faz com que eles criem sequências de passos de maior deslocamento, desenvolvendo sua dança.

“Leia e Copie” – São distribuídos pela sala, colados às paredes, placas com os nomes dos passos. O aluno deve rodar o salão e ao passar pelos nomes deve executar as figuras, buscando em cada volta, diferentes possibilidades de uniões dos passos.

“Dança com barreiras” – Distribua obstáculos na pista para que os alunos aprendam a desviar.

“Quem dá mais” – Durante uma música, o aluno deverá contar quantas voltas deu na pista de dança, sem correr ou cortar a pista pelo centro.

É fundamental que os professores usem sua criatividade e ludicidade para fazer com que os alunos passem , em sala de aula, pelas experiências que passarão em um baile. E não se esqueça que o bom exemplo é também fundamental.

AS CASAS NOTURNAS:

Orientar Djs, bandas e seguranças a solicitar que pessoas não fiquem paradas na pista e que dançam girando o salão. Um simples e sutil aviso ao microfone pode tornar nosso baile muito mais divertido.

Desenvolver uma campanha em convites e panfletos com frases do tipo “Pista de dança é para se dançar, não permaneça na pista se não estiver dançando”

OS FREQUENTADORES DE CASAS NOTURNAS QUE AINDA NÃO SABEM DANÇAR

Temos por todo o Brasil ótimas escolas de dança. Que tal increver-se em uma, aprendendo novos passos, regras da boa educação no salão e de quebra fazer novos amigos?

Bom Baile!!

Fonte: Jornal Dance – Jan a Abril de 2002

Autores das matérias em ordem de publicação: Rogério Crotti, Marcelo Cunha, Carla Salvagni e Stella Aguiar

Se elas dançam, eles dançam

by Kenio
Publicado em: 07/10/2009
Comentários: Nenhum Comentário

As mulheres acostumadas a se embalar na pista de dança com as amigas, enquanto o parceiro toma cerveja apoiado na parede, podem não acreditar. Mas uma pesquisa realizada em Porto Alegre garante: o mito de que homem não gosta de dançar está prestes a cair. Pelo menos para 46% dos entrevistados que afirmaram justamente o contrário.

Antes que as mais céticas, que jamais namoraram um cara capaz de acertar o dois-pra-lá-dois-prá-cá, perguntem: 95,2% do total de entrevistados dizem ser heterossexuais.

Os números indicam um passo a passo já percebido nas aulas de dança de salão. Há 20 anos no ramo, o professor Jorge Mendonza pela primeira vez depara com turmas em que sobram homens. Foi-se o tempo em que era preciso ter monitores de plantão para as alunas não ficarem tomando chá-de-cadeira.

– As mulheres estão conseguindo trazer os homens para a dança – avalia Mendonza.

Mas o professor não se refere apenas a mulheres que carregam seu par para as aulas e pistas. Boa parte dos alunos homens são solteiros ou descasados, cientes de que ter traquejo zero diante de uma garota não pega bem. E acabam descobrindo o prazer de dançar.

Aluno de Mendonza há três meses, o professor de inglês Vinícius Lampert Ferrari, 30 anos, sempre gostou de dançar e diz se sair bem na música eletrônica, que não tem regra, permitindo que pernas e braços simplesmente sigam o instinto. Mas foi pego desprevenido pela moda de dançar junto, que voltou com o pagode e o forró universitário e, mais recentemente, o samba rock. Aí improvisar nem sempre adianta, conta Vinícius:

– Fui dançar com uma guria, e, depois de 30 segundos, ela disse: “Ah, o passo não é assim”. E saiu.

Contrariando a crença de que apenas as mulheres saem (ou dizem que saem) só para dançar, Vinícius afirma que, sim, às vezes vai a uma danceteria com o intuito de se divertir na pista. Mas… – …o objetivo principal é conhecer mulheres.

Nas contas do DJ Lê Araújo, há 22 anos animando as pistas, de 400 homens numa festa, 399 estão ali para dar beijo na boca. Então, se elas dançam, eles dançam.

– Quando é para se divertir, eles saem para ver futebol – brinca Lê Araújo.

Mas o DJ reconhece que nas festas de música eletrônica há mais homens curtindo dançar e que os garotos, principalmente os que gostam de hip hop e das bandas emo, mostram-se mais afeitos às pistas.

Estratégia de conquista? Talvez. Ou parte de uma mudança maior de comportamento que colocou até o presidente americano Barack Obama para dançar em rede mundial. De toda forma, mulheres cujo namorado/marido sequer sabe se embalar no ritmo da música, aproveitem: agora tem até pesquisa para mostrar que, enquanto eles estão escorados na parede, não faltarão homens na pista.

NAS PISTAS

Mulheres acreditem:

46% dos homens entrevistados em Porto Alegre afirmam gostar de dançar

5,6% dizem ainda fazer da dança sua atividade física para manter a forma

Fonte: Pesquisa Só Eles, de Rohde & Carvalho Diagnóstico e Pesquisa

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