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Dança de salão: prazer x vaidade?

by Kenio Nogueira
Publicado em: 27/07/2010
Categorias: Dança, Dança de Salão
Comentários: 1 Comentário

por Kenio Nogueira

O que nos move a dançar?

Inicialmente é a vontade, ou melhor, para alguns o desejo de saber dançar . A necessidade de encontrar novas pessoas e fazer amigos para outros.  Timidamente somos atraídos para o universo da dança no intuito de extraírmos, até mesmo inconscientemente, o que de melhor nós temos.

O que pouca gente sabe ou explica, é que ao tentar tirar o nosso melhor, superando nossas dificuldades naturais… o “pior” de nós também sai junto. Nossas incapacidades são jogadas para fora para todos verem e se refletirem nelas. Afinal, as falhas ou incapacidades de uns são muito parecidas com as do coletivo, do grupo.

No mundo humano, temos sempre duas partes que se chocam continuamente: nossas tendências positivas e nossas tendências negativas. Positivas sim, para que nos façam ser cada vez melhor e negativas no sentido de que temos trabalho para lapidá-las e transformá-las em algo positivo.

Na dança encontramos uma poderosa ferramenta que nos coloca em posição de choque entre essas duas tendências.  Por exemplo: é muito comum casais irritarem-se após alguns minutos de tentativas e erros para execução de um passo ou movimento, ou mesmo dançar ao ritmo da música. Por que acontece isso? Na prática um geralmente termina por “acusar” o outro da falha do conjunto. O mais impaciente geralmente culpa e subjuga o esforço do outro.

É fato de que um sempre – num primeiro momento – terá mais facilidade que outro. Este (ou esta) que se enquadra numa posição mais confortável na dança, tem por dever aguardar o desenvolvimento do outro. Do contrário, a ansiedade leva ao desrespeito e ao choque de personalidades, onde um vai buscar no outro os erros do passado, em coisas que geralmente nada tem a ver com o momento em questão.

Cabe ao instrutor ou professor inibir este processo assim que percebido. Uma vez identificado, deve ser erradicado imediatamente através de outras dinâmicas ou mesmo uma forma mais divertida de fazer com que ambos acertem o passo através do prazer.

E assim deveria a dança transcorrer durante toda a vida dos dançarinos, por puro prazer. Um prazer necessário ao corpo humano, à mente e à alma como um todo. Às vezes, o que acontece é o desenvolvimento da vaidade. Esta sim, é o início da ruína para os dois. Podem sobreviver durante algum tempo, mas certamente sua dança será vista superficialmente pelos que mais entendem da arte. É importante o casal transparecer naturalidade, introspecção e sentimento… mesmo numa dança alegre, extrovertida e envolvente como o samba de gafieira, p. ex.

No momento em que o casal passa a dançar para a platéia, ou seja, tendo como objetivo mostrar a dança, deixa de ser por prazer e passa a ser pura vaidade. E, vaidade é uma tendência negativa, certamente. Não que seja “errado”, propriamente dito. Mas que o casal então possa reconhecer esta tendência que se manifesta e, por vontade própria, transformá-la em prazer novamente. A dança deve ter o olhar para dentro, quando desenvolvida pelo casal. A atenção do casal deve estar focada quando muito no outro, no parceiro ou na parceira, para que o respeito seja mútuo e verdadeiro. Eu desenvolvo minha dança para ela e ela me responde desenvolvendo uma resposta para mim, ou vice-versa. A realidade da dança no palco é um pouco diferente, não levemos o mostrar por vaidade ao mesmo entendimento de mostrar pela arte.

Fica então nossa mensagem simples mas difícil de ser cumprida na prática. Muitas vezes um casal dança extremamente bem, mas para fora. O realmente difícil é unir a plástica da dança ao prazer interno de executá-la. Somente quando isto acontece podemos dizer que estamos dançando realmente bem. Mas que isso não sirva de desestímulo, mas apenas de mais um subsídio para comparações e formação de opiniões.

Um abraço a todos…! :)

Calorias na dança

by Kenio Nogueira
Publicado em: 12/07/2010
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por Kenio Nogueira

:) Olá dançarinos(as)! :)

Um dos grandes problemas que encontramos constantemente na dança são informações imprecisas ou sem respaldo científico para torná-las úteis.

Sim, um grande exemplo disso são revistas de moda ou de saúde que, sem compromisso real com a saúde de seus leitores, divulgam que: “este ritmo  faz você perder 300 kcal”, “este outro ritmo queima 500 kcal” e assim por diante.

Ora, com nosso conhecimento podemos afirmar que não existem pesquisas ou dados científicos confiáveis, testados e consolidados que digam precisamente que, p. ex., uma aula de samba de gafieira gasta 300 kcal, como todos já vimos por aí. Embora nós mesmos tenhamos já colocado aqui neste blog, em outros posts, informações desta natureza, citando a devida fonte de onde foi transcrito, gostaríamos de deixar claro que não se trata de uma informação científica. Possui sim seu valor aproximado, mas não é uma questão definitiva, aliás, como nada nesta vida é…

A verdade é que cada corpo, cada idade, sexo e IMC (índice de massa corporal) tem um gasto calórico diferente. Ou seja, para cada pessoa o gasto calórico será diferente, porque cada um tem uma variável diferenciada. Cada um tem um peso, um sexo, IMC diferente, etc.

Não é regra geral, mas em média funciona assim:

  • indivíduos do sexo masculino tem mais facilidade para reduzir peso;
  • indivíduos com menos idade também tem mais facilidade;
  • indivíduos com IMC maior que o normal reduzem peso mais rápido e, à medida que se vai chegando perto da normalidade a velocidade diminui.

Enfim, a dança é uma excelente atividade física para se reduzir peso e/ou gastar algumas calorias que precisam ser eliminadas. No entanto deve-se, como tudo, fazer com cautela e sob supervisão de seu médico ou nutricionista. É uma atividade de baixo/médio impacto e que deve ser tratada de formas específicas, de acordo com o objetivo a ser alcançado:

  • a dança pode ser entretenimento;
  • a dança pode ser atividade física;
  • a dança pode ser expressão artística (produção cultural)

A dança como entretenimento não possui contra-indicações.

A dança como atividade física deve ser acompanhada por profissionais da área específica, de preferência uma equipe multidisciplinar.

A dança como expressão artística deve ser envolvida num teor técnico condizente. Deve também ser fruto de muita pesquisa.

Em nossas aulas, p. ex., procuramos administrar o 1º e o 3º aspectos, entretenimento e arte. Um pouquinho de cada, para respeitar o aluno e seus anseios.

E por fim, estamos preparando uma pesquisa séria, que seja reconhecida no meio científico, a respeito daqueles valores arbitrários do gasto calórico em cada dança. Assim, pretendemos fornecer um respaldo mais preciso e fundamentado em métodos reconhecidos pela comunidade acadêmica, dos reais gastos calóricos (para uma população característica) em cada gênero musical dançado. Inicialmente não poderemos realizar para todos, mas já é um início…

Aguardemos por novas informações!

Dia dos Namorados Asgar

by Kenio Nogueira
Publicado em: 06/06/2010
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:) E aí gente da dança! :o

Estamos com uma inovação especial para este dia dos namorados (e para outros dias também: aniversários, casamentos, datas especiais, …).

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