Resultados da pesquisa Tag: ritmo

MPB reinventada

by Kenio Nogueira
Publicado em: 21/12/2009
Categorias: Notícias, Vídeos
Tags: , ,
Comentários: Nenhum Comentário
fonte: revista ler&Cia; edição 29

A cada ano despontam novos talentos na música brasileira. Cada um incorpora ao estilo um pouco de sua personalidade e sua bagagem musical e cultural. O resultado: uma variedade de novos sons. A MPB – música popular brasileira – é caracterizada por uma imensa riqueza de ritmos e influências. “Há dentro da música brasileira a intensidade percussiva dos tambores africanos, a força da música moura e, também, os sons da língua indígena natural do nosso território. Isso tudo resulta num caldeirão sonoro único e orginal”, explica o jornalista e crítico de música, Rodrigo Browne.

A música brasileira passa por um processo constante de evolução. O que é feito hoje faz parte de um processo musical que começou há muitos anos. Cada vez mais, os artistas buscam levar à música um pouco de seus gostos pessoais. “Muitos percebem as tendências musicais do mercado e incorporam alguns elementos sonoros a sua produção, como as batidas eletrônicas ou a utilização de ritmos como o hip-hop, funk, drum n’ bass, etc.”, detalha Rodrigo.

Entre os destaques dessa nova safra de talentos está Roberta Sá (Que belo estranho dia para se ter alegria). Para a potiguara, a MPB é sinônimo de pluraridade. “MPB pra mim é samba, frevo, maracatú, forró. É a música feita no Brasil, por brasileiros, nascidos aqui ou não”, define a jovem cantora.

No trabalho da cantora e compositora Céu (Vagarosa) percebe-se elementos do reggae, hip hop, jazz e samba, além da influência de de ritmos de outros países, como sons jamaicanos.

A paulista Mariana Aydar (Peixes, pássaros, pessoas) mistura rock, forró, xote e samba.

Também são adeptas dessa nova mescla musical nomes como Tié (Sweet jardim), Curumin e Maria Gadú (Maria Gadú). Já Ana Cañas (Hein?) outra cantora revelação da MPB, traz um som extremamente autoral, com mistura de rock, blues, jazz e até reggae. “A música brasileira é tudo que possui beleza, verdade, poesia, e que é feito no Brasil, para o mundo”, define.

Ritmo e Som Musical

by Kenio Nogueira
Publicado em: 09/10/2009
Comentários: Nenhum Comentário
fonte: Ritmo e Movimento – Teoria e Prática;
Inês Artaxo, Gisele de Assis Monteiro;
4ª ed.; São Paulo, 2008

Trabalhamos com a dança.

Usamos a música para dançar.

A música é nosso referencial externo, onde procuramos pautar nossos passos de forma ritmada. Ritmo e métrica são qualidades musicais fundamentais para se iniciar uma dança.

Na dança de salão esses dois conceitos constantemente se confundem, principalmente através do ponto de vista de quem é leigo. Aqui, procuraremos, em poucas palavras, definir o que realmente é ritmo métrica.

Será que existe realmente gente “dura”? Será que podemos dizer realmente que alguém “não tem ritmo”?

Ritmo e métrica musical

Imaginemos que o andar espontâneo e fluente de certa pessoa seja interrompido por determinada voz de comando, tentando ordenar o ritmo natural do indivíduo. Como consequência, o ritmo peculiar do indivíduo passará a ser uma atividade MÉTRICA. Os movimentos métricos são dirigidos e organizados, por comando externos, de forma “mecânica”.

A métrica é a divisão quantitativa do ritmo. Como exemplos de métrica temos: o pêndulo de um relógio e o farol. De ritmo temos: o dia e a noite e as ondas do mar.

O ritmo é a vibração e a métrica, a medida. O ritmo define o movimento natural, a métrica mede o espaço entre os movimentos, ordenando-os.

No movimento rítmico, o que satisfaz a natureza do organismo humano está presente na fluência; por outro lado, no movimento isolado, comandado, está presente na contagem métrica que o distingue.

O ritmo é peculiar a cada indivíduo e está de acordo com a percepção pessoal, com a métrica, sendo essa uma ordem a ser seguida. O ritmo é livre e afirma-se na personalidade individual; a métrica é a disciplina e afirma-se na interpretação coletiva. O ritmo deriva-se da intuição e da criação; a métrica, da reflexão.

Ritmo

O ritmo é considerado a vibração da vida. A música é uma composição que depende do tempo; portanto, do ritmo. O ritmo pode existir sem melodia, como nos tambores de música primitiva, mas a melodia não pode existir sem ele. Afeta todas as condições físicas do organismo, podendo ser usado para restaurar a pulsação normal do organismo.  Alguns ritmos externos provocam dissonância com o interior, o que pode ser tanto benéfico quanto prejudicial.

Alguns ritmos irregulares podem criar sérios problemas de saúde em decorrência do excesso de estímulo da pulsação interna. Essa sobrecarga força o nível de batimentos cardíacos, interferindo na pulsação normal do corpo. Esse ritmo chama-se anapéstico. Foi usado pelos Rolling Stones em algumas de suas primeiras músicas nos anos 60, e ainda é usado por algumas bandas modernas de rock, punk e heavy metal. Nos anos 60 foram feitos estudos sobre a relação da música com pessoas que sofriam de problemas respiratórios e arritmias cardíacas.

A batida cardíaca normal segue o modelo “Tum-tum, Tum-tum, Tum-tum”. O ritmo anapéstico força o coração a bater assim “tum-tum-Tum, tum-tum-Tum”. Essa batida é contrária à batida cardíaca normal, o que pode afetar as funções orgânicas internas. O exemplo acima é apenas um dos muitos que são contrários ao ritmo natural do corpo. Se ficarmos determinado período de tempo em contato com um ritmo muito forte, expomos o corpo à excitação e à hiperatividade, pois entramos em ressonância com ele.

Uma cadência natural, firme e pausada, restaura o equilíbrio físico. Pessoas com problemas no coração, por exemplo, beneficiam-se com a música barroca, que tem poder curativo sobre os batimentos cardíacos (Andrews, 1996).

Os sábios ensinavam que: “o ritmo tinha poder para provocar mudanças no organismo físico, a melodia, nos estados mental e emocional, e a harmonia de melhorar o entendimento humano sobre as questões espirituais”

Cânticos, orações, histórias, músicas, mantrans e a palavra precisam de ritmo, de melodia e de harmonia para que haja perfeita união de corpo, mente e espírito (Andrews, 1996).

page 1 of 1


Bem-vindo , hoje é sábado 19 de maio de 2012